Presença permanente: a nova lógica do marketing de influência
    Mercado Digital

    Presença permanente: a nova lógica do marketing de influência

    O marketing de influência, responsável por movimentar cerca de R$ 12 bilhões por ano no País, segundo o IAB Brasil, avança para um novo estágio de operação: após consolidar relevância e escala nas estratégias de comunicação, o setor passa a ser tratado sob uma lógica mais próxima da mídia tradicional. Em vez de realizar ações esporádicas, marcadas por longos períodos de inatividade entre campanhas e foco em datas específicas do calendário, as marcas começam a... O post Presença permanente: a nov

    Fonte: Meio & Mensagem

    O marketing de influência, responsável por movimentar cerca de R$ 12 bilhões por ano no País, segundo o IAB Brasil, avança para um novo estágio de operação: após consolidar relevância e escala nas estratégias de comunicação, o setor passa a ser tratado sob uma lógica mais próxima da mídia tradicional. Em vez de realizar ações esporádicas, marcadas por longos períodos de inatividade entre campanhas e foco em datas específicas do calendário, as marcas começam a incorporar uma estratégia de presença contínua e estruturada nas redes sociais.

    A evolução corrige um paradoxo que marcou o segmento nos últimos anos. Ao mesmo tempo em que os anunciantes recorrem aos creators por sua capacidade de gerar confiança e construir memória junto a audiências reais, o uso pontual desse canal reduz o retorno sobre o investimento (ROI) e intensifica o “decaimento de Adstock” — a perda gradual do efeito residual da publicidade na memória do consumidor, após o término de uma campanha.

    Creator Ads reúne planejamento, gestão de campanhas, partnership ads e análise de resultados em uma única plataforma

    Modelo sazonal ainda prevalece entre as marcas

    No entanto, é examante dessa maneira que a maioria das marcas ainda realiza campanhas: de forma pontual, concentrando seus investimentos em períodos de forte apelo comercial, como Dia das Mães e Natal. Nessas ocasiões, as marcas mobilizam grupos de influenciadores para gerar picos de publicações, durante duas ou três semanas, e, depois, atravessam longos intervalos sem iniciativas, que podem chegar a até 120 dias. Na data seguinte, a estratégia se repete e, muitas vezes, com um novo pool de criadores de conteúdo. Conhecido como “lógica de flights”, esse modelo faz sentido no curto prazo, ao concentrar investimentos em momentos de alta intenção de compra.

    “No caso específico de creators, esse erro custa ainda mais, porque a interrupção não afeta apenas a lembrança publicitária, afeta também a associação recorrente entre marca e influenciador, que é um ativo relacional”, afirma Miriam Shirley, presidente da BrandLovers, especializada em marketing de influência e responsável pelo Creator Ads, considerada pela empresa a primeira plataforma do mundo voltada à compra de mídia de influência em escala. “O problema não está no creator, mas na forma como o canal é estruturado”, completa.

    Miriam Rapha, CEO da BrandLovers: “A literatura de efetividade mostra, há décadas, que continuidade importa”

    Continuidade enfrenta barreiras na influencia

    Alguns fatores ajudam a explicar o comportamento das marcas no marketing de influência, explica Shirley. O primeiro é histórico. No Brasil, a publicidade e o marketing tradicionalmente estruturaram suas ações com começo, meio e fim bem definidos. Embora a estratégia always on já esteja consolidada na mídia tradicional e no ambiente digital, essa lógica ainda avança de forma mais lenta no universo dos influenciadores, frequentemente tratados como uma frente paralela dentro do planejamento de mídia.

    O segundo ponto está relacionado à mensuração. Quando a marca não integra influenciadores ao plano de mídia e não acompanha o canal sob perspectivas de curto e longo prazo, a tendência é valorizar somente os picos imediatos de campanha e subestimar os efeitos acumulados ao longo do tempo. “A literatura de efetividade mostra, há décadas, que continuidade importa”, afirma.

    O terceiro fator é a ausência de estrutura operacional no segmento. Realizar ações de influência de forma contínua e em escala exige uma atuação com gestão simultânea de múltiplos criadores, previsibilidade de investimento, controle de qualidade e mensuração integrada. Essa capacidade dificilmente é absorvida internamente pelas equipes de marketing e não se obtém contratando uma agência de influência tradicional.

    A executiva cita como referência o estudo “The Long and the Short of It”, desenvolvido por Les Binet e Peter Field para o Institute of Practitioners in Advertising. O levantamento aponta que campanhas mantidas por mais de seis meses geram, em média, o dobro de efeitos de negócio no longo prazo, em comparação com ações de curta duração. O trabalho analisou 996 campanhas inscritas no IPA Effectiveness Awards, envolvendo mais de 700 marcas de 80 categorias.

    Creator Ads promove ações de influência com escala e previsibilidade

    Novo cenário amplia demanda por plataformas capazes de unir presença contínua, escala operacional e amplificação via partnership ads

    Em meio à evolução do marketing de influência para modelos mais contínuos, cresce a demanda por estruturas capazes de combinar constância de presença, eficiência operacional e amplificação de resultados. Nessa mudança, muitas marcas têm enfrentado limitações para executar campanhas em escala, especialmente pela ausência de plataformas que integrem, em uma mesma operação, estratégias always on, partnership ads e mensuração consolidada.

    Hoje, essa demanda é atendida pela BrandLovers por meio do Creator Ads, considerada pela empresa a primeira plataforma do mundo voltada à compra de mídia de influência em escala e que reúne, em um único ecossistema, etapas como seleção de creators, gestão de campanhas, ativação de partnership ads e análise de resultados.

    Para a BrandLovers, a transformação da creator economy também é sustentada por uma lógica econômica. Com a continuidade das ativações, o custo incremental de awareness tende a diminuir ao longo do tempo, uma vez que o Adstock permanece abastecido. A presença constante ajuda a manter a demanda aquecida e torna as campanhas mais eficientes.

    Como consequência, o retorno sobre o investimento em publicidade (ROAS) de ativações sazonais tende a aumentar, já que essas campanhas partem de uma base prévia de memória construída junto ao consumidor. O movimento inverso ocorre quando a marca opera apenas em ondas sazonais: parte do investimento anterior se perde, enquanto o custo para reconstruir presença e lembrança cresce.

    O Creator Ads visa integrar essas frentes em uma única operação. A plataforma reúne uma base com mais de 400 mil criadores de conteúdo e é utilizada por 38 dos 50 maiores anunciantes do Brasil, como Unilever, Coca-Cola, Mercado Livre, Google, P&G e L’Oréal. “O Creator Ads foi desenhado para atacar problemas de estrutura como esse. Sua lógica é permitir a compra de mídia de influência em escala, com eficiência e previsibilidade”, afirma Miriam Shirley, presidente da BrandLovers.

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    Creators Ads integra operação de marketing de influência

    O mercado de influência, no Brasil, atingiu maturidade como canal de alcance e brand lift, e vive uma nova etapa, na qual creators são tratados como canal permanente de comunicação. Ao integrar todas as etapas da operação de influência, a ferramenta ajuda a viabilizar estratégias always on, reduzindo a fragmentação das iniciativas e permitindo que as marcas mantenham consistência ao longo do tempo. “O Creator Ads ajuda a dar continuidade, histórico, consistência operacional e visão integrada do canal. Isso permite sair de uma ‘lógica de flights’ e migrar para uma lógica de acúmulo de valor”, diz Miriam.

    Na oferta ao mercado, a ferramenta inclui soluções como: Campaign Manager, voltada ao planejamento, execução e monitoramento estruturado das campanhas; Smart Match AI, que analisa milhares de perfis para recomendar creators para as ações; e GuardIAn, que usa inteligência artificial (IA) para validar conteúdos de acordo com as diretrizes da marca.

    O Creator Ads também adota um modelo de precificação orientado por performance, reduzindo distorções de valores entre riadores de conteúdo e tornando os investimentos mais eficientes, e automatiza toda a gestão de contratos e agamentos, por meio do Creator Pay.

    Entre os cases da ferramenta, estão Mercado Livre, Magazine Luiza e Copa Energia, que registraram índices médios de custo por mil impressões (CPM) 66% abaixo do mercado, custo por clique (CPC) 60% inferior e custo por visualização (CPView) 35% menor.

    Outro dado compara modelos de media pulse online e off-line e estratégia evergreen. No primeiro, baseado em ações sazonais, houve queda de 35% na eficiência de indicador chave de desempenho (KPI), após seis a sete semanas. Já no modelo evergreen, com aumento de 39% no investimento, a alta de custo por aquisição (CPA) foi de 10%.

    Adstock: memória, algoritmo e o peso da recorrência

    Um dos conceitos que ajudam a explicar a importância da continuidade na comunicação é o de Adstock, relacionado à memória que a propaganda constrói na mente dos consumidores. O modelo parte da premissa de que o impacto de uma campanha publicitária não desaparece imediatamente após sua exibição. Pelo contrário, seus efeitos se acumulam ao longo do tempo e decaem gradualmente. Esse princípio é incorporado ao Marketing Mix Modeling (MMM), metodologia econométrica utilizada para mensurar a contribuição de cada canal de marketing sobre vendas e outros indicadores-chave de desempenho (KPIs) do negócio.

    Sob essa lógica, os resultados de comunicação não se encerram quando a veiculação termina. A TV, por exemplo, costuma apresentar maior retenção de lembrança, em comparação com o digital. Já em ecossistemas como as redes sociais, marcados por alta rotatividade de conteúdo e atenção fragmentada, tende a ser necessário um reforço mais frequente para sustentar presença e memória de marca.

    Creators caminham para status de mídia estrutural

    Marcas como Mercado Livre, L’Oréal, Coca-Cola e Cif utilizam o Creator Ads para escalar campanhas de marketing de influência e potencializar resultados

    A expectativa é de um rápido avanço pelos próximos dois ou três anos, principalmente entre grandes anunciantes e setores mais maduros em mídia e dados, pressionados a operar um canal cada vez mais relevante com histórico consistente, continuidade de presença e leitura integrada de resultados. “A evolução tende a consolidar creators menos como um braço de social e mais como um componente permanente da arquitetura de mídia das marcas. Quando isso acontecer, a discussão deixa de ser sobre ativação e passa a ser sobre infraestrutura”, afirma Miriam Shirley, presidente da BrandLovers.

    Além dos picos sazonais: EUA antecipam always on

    Estratégias contínuas de influência começam a ganhar espaço no Brasil, modelo que já faz parte do mercado americano

    Enquanto, no Brasil, a estratégia always on no marketing de influência ainda avança em estágio inicial, nos Estados Unidos, o mercado já opera sob uma visão mais madura de que comunicação gera valor por acúmulo, e não apenas por picos sazonais, diz Miriam Shirley, presidente da BrandLovers. “Algumas pesquisas, nos Estados Unidos, indicam que 75% dos anunciantes já trabalham com estratégias always on ao comprar mídia de influência, com resultados de retorno sob investimento (ROI) significativamente superiores aos de campanhas isoladas”, afirma.

    Embora ainda opere majoritariamente em uma lógica de campanhas sazonais, o mercado brasileiro já reconhece a força dos creators. Segundo o IAB Brasil, oito em cada dez consumidores já compraram produtos recomendados por influenciadores, e o mesmo percentual considera esse tipo de ação relevante para descobrir novos produtos. “O que estamos vendo é justamente o início dessa transição para o always on. O canal já amadureceu em relevância. O próximo passo é amadurecer em modelo de operação, migrando de campanhas pontuais para uma lógica de presença contínua”, explica.

    Saiba mais sobre a BrandLovers

    Assista à entrevista com Miriam Shirley, presidente da BrandLovers.

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